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sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

TEMA 2 - TECNOLOGIAS


7 PRINCIPAIS TENDÊNCIAS DE UX DESIGN PARA 2020


Pedro de Vito – Publicado em 13 de janeiro de 2020


As empresas devem garantir uma boa experiência aos usuários desde o primeiro contato com seu produto ou serviço. Adotar o mobile first contribui para a redução de custos e aumenta a visibilidade e o alcance da solução digital. Os Chatbots têm ganhado uma grande notoriedade, sendo um mercado em ascensão. Seu uso ajuda as empresas a otimizarem a experiência do cliente.
 
Com as evoluções tecnológicas presentes no mundo atual, a presença digital das empresas tem ganhado cada vez mais relevância. Porém, para tirar proveito disso e converter essa oportunidade em vantagem competitiva para o negócio, é de suma importância colocar os usuários em primeiro plano e trabalhar sempre para garantir uma boa experiência para eles.

As empresas devem garantir uma boa experiência ao usuário desde o momento que ele entra em sua loja física ou virtual, até o processo de utilização do produto ou serviço, para que, dessa forma, consiga fidelizar os clientes e agregar valor para a empresa. Além disso, é válido lembrar que o foco não deve ser apenas na estética, mas, principalmente, na usabilidade das pessoas.

Para garantir uma boa experiência aos usuários e gerar vantagem frente aos concorrentes, as empresas devem investir em UX Design, que se entende como a relação que uma pessoa tem com um produto ou serviço, seja ele físico ou digital.

Porém, a cada ano que passa as tendências e técnicas de UX Design mudam. Os princípios do design são sólidos e permanecem, mas as tendências evoluem constantemente. Por esse motivo, é importante que as empresas estejam atentas a tais mudanças, buscando sempre estar um passo à frente da concorrência e garantindo a melhor experiência para o usuário.
Abaixo, estão listadas sete tendências potenciais para o próximo ano que podem auxiliar seu negócio quando o assunto é UX Design.
 
1. Minimalismo
7-principais-tendências-de-UX-Design-para-2020-Minimalismo
O conceito que “menos é mais” é, provavelmente, o slogan mais conhecido do movimento minimalista e, sem dúvida, está moldando a tendência da interface do usuário e é uma forte tendência para o ano de 2020.
Muitas empresas acreditam que entregando um serviço mais extenso do que o concorrente, traz vantagem para o negócio, mas essa teoria já caiu por terra. O que, de fato, traz vantagem ao negócio, é entregar uma boa experiência, resolvendo os problemas do usuário utilizando apenas os recursos necessários.
O Nubank, considerada uma das empresas mais inovadoras do mundo, é um grande exemplo de organização que adota o design minimalista em sua cultura. A empresa busca oferecer a melhor experiência ao usuário utilizando o mínimo de recursos possíveis. O Head de Design do Nubank, Guilherme Neumann, fez a seguinte afirmação sobre o que a empresa pensa sobre design de experiência:
 

“A solução de design ou de interface que surge é consequência não só do trabalho que o designer faz, mas da preocupação que todo mundo no Nubank tem com a experiência de quem usa o produto.”


Porém, para surfar nessa onda e aproveitar as oportunidades que ela oferece, é necessária muita criatividade e, acima de tudo, muito conhecimento técnico. É preciso ter cuidado para que essa prática não interfira na entrega final do produto.

2. Sincronização de Dispositivos
 
7-principais-tendências-de-UX-Design-para-2020-Sincronização-de-dispositivosNão é de hoje que a humanidade se queixa de falta de tempo e, cada vez mais, as pessoas estão em busca de suprir suas demandas de forma mais simples e prática possível. Por esse motivo, as empresas devem se preocupar em oferecer uma solução que poupe tempo e esforço de seus usuários.
A sincronização de dispositivos pode servir como aliado para agilizar uma solução e otimizar a experiência do usuário. Como prova disso, grandes empresas estão investindo neste ponto a fim trazer mais praticidade aos usuários, visando suprir suas necessidades de forma ágil e agradável. 
A Apple, gigante de tecnologia, é um exemplo de empresa que aposta na sincronização de dispositivos. Em abril de 2015 eles lançaram o Apple Watch, um relógio que permite o usuário sincronizar diversas funcionalidades com o Iphone. Através dele é possível pedir um Uber, responder mensagens de Whatsapp e, até mesmo, pagar uma conta.
 
3. Tecnologia Mobile
7-principais-tendências-de-UX-Design-para-2020-Tecnologia-Mobile
Com as mudanças no comportamento humano e busca por mais praticidade, o uso de dispositivos móveis tem aumentado cada vez mais. De acordo com uma pesquisa realizada pela consultoria de mídia App, o Brasil já se encontra na quinta posição entre os países que mais usam smartphones no mundo. No que diz respeito a aplicativos de compra, o Brasil é o quarto colocado.
Como prova disso, de acordo com apuramento da EbitNielsen, 55% dos pedidos online na Black Friday foram feitos a partir de celulares. No ano de 2018, por exemplo, esse número representava somente 35% das vendas. O faturamento do mobile nessa data cresceu 95% em relação ao ano passado, e fechou com R$ 1,7 bilhão.
Números como esses comprovam o crescimento exponencial do uso de smartphones para realizar uma compra. Diante disso, as empresas devem investir em tecnologia para melhor atender seus clientes, garantindo uma boa experiência de uso.
Uma possível solução para garantir boas usabilidade ao usuário é adotar o mobile first. Além de melhorar a experiência, também contribui para a redução de custos e aumenta a visibilidade e o alcance da solução digital.
 
4. Realidade Virtual
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A Realidade Virtual é uma tecnologia imersiva que coloca a pessoa dentro de um mundo 100% virtual, criado através do computador, contribuindo imensamente para gerar uma experiência positiva aos usuários e, sem dúvida, é uma forte tendência para o Design UX em 2020.
Ao adotar a tecnologia de Realidade Virtual em uma empresa, é possível estreitar os laços com os consumidores de uma maneira inovadora, potencializar resultados em vendas, fidelização e agregar valor no produto ou serviço.
A Mizuno, por exemplo, inaugurou um espelho interativo dentro dos provadores de roupas em uma de suas lojas, no MorumbiShopping, em São Paulo. A novidade é chamada de “Fitting You Mirror”, e traz o omnichannel integrando as plataformas de e-commerce e loja física da marca.
 
Entre as funcionalidades do espelho interativo estão leitor de código de barras, acesso a cores e tamanhos das peças disponíveis na loja, opção para curtir a peça, carrinho de compras, chamar o vendedor para atendimento, solicitar novos itens, consultar sugestões de peças, pré chek-out, além de luz de LED e som.

5. Inclusão
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O tema acessibilidade tem a ver com permitir o acesso ou uso de produtos, serviços e informações e, por isso, impacta várias áreas. O design de inclusão, por sua vez, pode contribuir para isso e, por esse motivo, vem sendo abordado como uma das principais tendências do UX Design para o próximo ano.
Quando uma empresa está desenvolvendo um produto ou serviço, seja digital ou físico, o foco principal deve ser sempre os possíveis clientes. Por esse motivo, é necessário praticar empatia e se colocar no lugar deles, para entender qual problema eles buscam resolver ao optar por contratar sua solução.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cegueira afeta 39 milhões de pessoas em todo o mundo. 246 milhões sofrem de perda moderada ou severa da visão.
Diante desses números alarmantes, é notória a necessidade de uma política de inclusão para tornar possível que as pessoas com deficiência tenham condições e acesso aos mais diversos conteúdos, produtos e serviços.
Em entrevista à TV Folha, o programador João Guilherme fez a seguinte afirmação:

“Acessibilidade não é altruísmo. Acessibilidade necessita estar em seu site. Se o seu site não atende a todas as pessoas, o seu site é deficiente.”


Porém, é válido lembrar que inclusão vai muito além de interfaces digitais. A acessibilidade deve se fazer presente nas mais diversas áreas, como na educação, no acesso à arte, na mobilidade urbana, etc.

6. Inteligência Artificial
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A Inteligência Artificial (IA) para o UX Design é um conceito relativamente novo. Basicamente, funciona como um mecanismo que identifica e implementa as tendências de design da Web com a ajuda do aprendizado de máquinas.
Com o auxílio da IA, os desenvolvedores podem criar programas que conseguem entender os princípios de design artificiais observando o funcionamento das páginas da Web que já estão em uso.
Nos últimos tempos algumas empresas têm investido em IA na tentativa de entregar uma experiência otimizada ao usuário final. Um exemplo muito conhecido é a Siri, lançada pela Apple, que funciona como uma assistente pessoal dos dispositivos da empresa, como por exemplo o iPhone e o iMac.
A IA também é muito utilizada em dispositivos móveis como assistente de voz e para desbloqueio de rosto. Diante dessas possibilidades, as empresas devem estar preparadas para acompanhar as mudanças que estão ocorrendo nesse sentido, para que não percam espaço em relação à concorrência.
 
7. Chatbots
7-principais-tendências-de-UX-Design-para-2020-Chatbot
Dentro das novas possibilidades tecnológicas que surgem para melhorar a experiência do usuário, os Chatbots têm ganhado uma grande notoriedade. De acordo com pesquisa da Gartner, o mercado de bots está em ascensão e deve alcançar US$ 1,2 bilhão até 2025.
De acordo com estudo da SuperOffice, 62% das empresas não respondem aos e-mails dos clientes. Para as empresas que respondem, o tempo médio de resposta é de 12 horas, tempo este que não é tolerado pelos clientes. Números como esses comprovam que as empresas acabam ignorando seus clientes, e este fato é muito preocupante.
Diante da ascensão no mercado dos bots, as empresas podem investir nesse sentido, buscando trazer agilidade no relacionamento com o cliente, poupando não só o tempo dos usuários, mas também o tempo da empresa.
A Warren Brasil, corretora digital de investimentos, é um ótimo case de empresa que utiliza uma solução de chatbots para otimizar a experiência do cliente. Primeiro, o chatbots descobre seu perfil de investidor e, em seguida, te sugere alguns investimentos. A experiência é bastante interessante, vale a pena conferir.

 TEMA 1 - TECNOLOGIAS



9 TENDÊNCIAS TECNOLÓGICAS PARA O ANO DE 2020


Por Mariana Nathali – Publicado em 3 de fevereiro de 2020 – Categoria Tecnologia


Olhar para o futuro e identificar tendências tecnológicas relevantes permite que pessoas e empresas se preparem antecipadamente e, assim, possam se beneficiar com as oportunidades que inovações emergentes oferecem. Enquanto nos preparamos para atuar na presente década, novidades tecnológicas surgem tanto quanto o mercado as absorve.

Historicamente, se tornou indiscutível o fato de que, independentemente do tipo ou tamanho, é fundamental para o crescimento de uma empresa investir no desenvolvimento de tecnologia. Como disse Bernard Marr, em um artigo da Forbes:


“Estamos no meio da 4ª Revolução Industrial e a tecnologia está evoluindo mais rápido do que nunca. Empresas e indivíduos que não acompanham algumas das principais tendências tecnológicas correm o risco de ficar para trás. Compreender as principais tendências permitirá que pessoas e empresas se preparem e aproveitem as oportunidades.”


Assim, o que antes era visto como um diferencial, hoje se tornou uma necessidade para o impulsionamento de negócios. Neste artigo elencamos 9 tendências tecnológicas para o ano de 2020 e potencialmente exponenciais em todo o mundo.


1. Blockchain 

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O Blockchain é uma tecnologia de banco de dados, sendo essencialmente um livro contábil público e distribuído, empregado para registrar transações, primariamente utilizado pelo Bitcoin, de forma que esse registro seja protegido devido à sua condição criptografada e descentralizada.

Longe do que muitos consideravam, ele não está somente vinculado ao setor financeiro. E, ainda que ultimamente tenha sido abordado amplamente atrelado a este mercado, o Blockchain é uma tendência tecnológica que pode beneficiar muitos outros setores, considerando sua natureza favorável às empresas que necessitam registrar suas informações de maneira segura e transparente.

O investimento contínuo de empresas como Walmart, IBM, Mastercard, Nestlé, Amazon e, inclusive, do Governo Brasileiro, no desenvolvimento de soluções atreladas à tecnologia no último ano, possivelmente trará maiores resultados de sua usabilidade.

Segundo a empresa de consultoria Gartner, a previsão é que em 5 anos o banco de dados distribuído possa ser combinado com tecnologias complementares, como Inteligência Artificial (AI) e Internet das Coisas (IoT).

Ainda no presente, o Blockchain já vem sendo utilizado como uma das únicas formas de registro de terras em Dubai, a Walmart desde 2016 tem usado a tecnologia para rastreabilidade de alimentos, além de ter sido o mecanismo de eleição da diretoria da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs).

Ou seja, mesmo que em sua infância, o Blockchain já vem possibilitando o registro de documentos e identidade, certificação e verificação de autenticidade de documentos e arquivos digitais, rastreamento de produtos, verificação de medicamentos e prevenção de falsificações, eleições e decisões judiciais.

2. Inteligência Artificial

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Ainda que a Inteligência Artificial tenha se popularizado nos últimos anos, as primeiras pesquisas em torno da tecnologia se iniciaram na década de 1950.

Esse é um assunto que foi muito retratado sendo associado a robôs de aparência humana mas, muito além de convivência com robôs automatizados, a Inteligência Artificial é uma tecnologia que torna possível o aprendizado de máquinas com experiências para que estas performem tarefas humanas, como a comunicação com clientes por meio de chatbots, interação com assistentes virtuais como a Siri, Alexa e Google Home.

Projetar e implementar o próprio sistema baseado em IA é uma proposta onerosa para muitas empresas, por esse motivo, a tendência é que a tecnologia seja oferecida como serviço, permitindo que a aplicação seja nutrida por dados próprios e que sejam acrescidos recursos e algoritmos conforme for sendo utilizado.

Além disso, a IA continuará agregando produtos já existentes, aprimorando soluções com suas funcionalidades, assim como a Siri foi inserida aos produtos da Apple.

Todo mercado possui demandas pelas funcionalidades da IA. Sua aplicação pode contribuir na produtividade de empresas, desempenhar atividades de maneira mais prática, além de aprimorar a experiência de usuários.

3. Realidade Estendida

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Realidade Estendida é um termo designado ao conjunto de tecnologias imersivas, abrangendo a realidade aumentada, virtual e mista.

Na Realidade Aumentada temos a sobreposição de objetos e informações no mundo real através de telas ou displays de smartphones, como os filtros do Instagram Stories.

Ao contrário da Realidade Aumentada, através da Realidade Virtual o usuário é totalmente imerso em um ambiente digital, como em jogos que se obtém uma visão 360 graus de um mundo simulado.

Por fim, temos a mais novata das tecnologias imersivas, a Realidade Mista, que torna possível a interação com coexistentes objetos reais e digitais.

Apesar de serem tecnologias existentes há alguns anos, sua utilização sempre esteve em maior parte atrelada ao entretenimento, como os recursos de filtros de câmeras de smartphones e jogos como Pokémon Go.

Capazes de trazer um diálogo intenso com o público, a Realidade Aumentada e Virtual terá maior predominância nas empresas, visto que podem oferecer novas formas de interação com clientes.

4. Multiexperiência

9-tendencias-tecnologicas-para-o-ano-de-2020-multiexperienciaSeguindo a linha das tecnologias componentes da Realidade Estendida, através da combinação desta com outras experiências imersivas, temos o que atualmente é chamado de Multiexperiência.

A Multiexperiência está relacionada a diversos dispositivos e aplicativos dos quais os indivíduos compartilham em sua trajetória como usuários digitais, assim, novas formas de interação vêm sendo acrescentadas, conforme temos o lançamento de novos dispositivos, como smartphones, assistentes de voz, smartwatches.

O intuito é combinar os já conhecidos aplicativos e navegadores simultaneamente a novas formas de interação e novos equipamentos, como gestos, toques, linguagem natural, interfaces multissensoriais, touchpoints, aplicativos de chat, wearables.

Combinar tecnologias imersivas, alto-falantes inteligentes e veículos autônomos é um exemplo do que a Domino’s Pizza propôs ao criar um aplicativo onde seus clientes podem rastrear seus pedidos entregues por um veículo autônomo que se comunica através de alto-falantes inteligentes e o recolhimento das pizzas se torna possível através do desbloqueio do veículo com um código PIN.

Essa é uma amostra de como a Multiexperiência pode ampliar as formas de contato e interação dos usuários em suas experiências de compra, os promovendo novos estímulos.

5. Pagamento por Reconhecimento Facial

9-tendencias-tecnologicas-para-o-ano-de-2020-pagamento-por-reconhecimento-facialPagamento por Reconhecimento Facial é uma tendência emergente da tecnologia digital, explorada principalmente pela China, e gradualmente vem sendo aplicada em outros países.

Se o uso de dinheiro físico já estava em queda, com a utilização da tecnologia é possível tornar dinheiro e cartões bancários cada vez mais inutilizados e, em contrapartida, elevar o uso de pagamentos com QR Code, Self-Checkout, e o próprio Reconhecimento Facial.

O maior exemplo de sua aplicação está na China, a maior referência em tecnologias de pagamentos. Nas lojas da Alipay, subsidiária da Alibaba, através de uma selfie os clientes conseguem efetuar o pagamento de suas compras em uma máquina própria de identificação de pagamentos, isso sem dinheiro, cartões e até mesmo celular.

Já na Amazon Go, é possível entrar no mercado, pegar suas mercadorias e sair “sem pagar”. O monitoramento das câmeras é responsável por identificar os itens comprados pelo cliente e em até 10 minutos o valor referente é debitado no cartão de crédito registrado na conta Amazon do usuário.

No Brasil, um modelo parecido tem sido implantado pelo Carrefour, em parceria com a Zaitt, primeiro mercado inteligente da América Latina e pelo Grupo Pão de Açúcar, através de lojas autônomas.

Já na Pernambucanas, em todas suas 380 lojas há a utilização do reconhecimento facial para transações como emissão de cartão de crédito e compra de celulares.

A ideia também vem sido popularizada através do Face ID com o Apple Pay, onde se pode autenticar compras através dos dispositivos, tanto em lojas online, quanto físicas.

6. Automação de Processos Robóticos

9-tendencias-tecnologicas-para-o-ano-de-2020-automacao-de-rocessos-roboticosA possibilidade de delegar tarefas repetitivas a robôs traz uma maior notoriedade à Automação de Processos Robóticos. A RPA é uma aplicação tecnológica que visa automatizar processos fazendo uso de softwares “robôs” e, assim, simplificar fluxos de trabalho, otimizando o tempo gasto em tarefas pouco importantes e operacionais.

Sua opção de uso vai desde a envio de e-mails automáticos, recuperação de informações, responder perguntas de usuários, à automatização de processos de cancelamento e reembolso.

O setor de telecomunicações é um dos que possuem as maiores taxas de uso da tecnologia, assim como bancos, seguradoras e organizações públicas, tornando seus processos escaláveis ao assumir tarefas como atendimento ao cliente, disponibilização de histórico de dados, processamento de pedidos e geração de relatórios.

Impulsionado pelas demandas de negócios digitais, segundo uma pesquisa feita pela Gartner, o mercado de RPA cresce de maneira a superar todos os demais segmentos no mercado de softwares. O esperado para a receita em 2019 era U$1,3 bilhões em comparação a receita adquirida em 2018 de U$ 846 milhões.

7. Nuvem Distribuída

9-tendencias-tecnologicas-para-o-ano-de-2020-nuvem-distribuidaCloud Computing já é uma realidade no mundo corporativo, o termo em inglês que se refere a Computação em Nuvem, diz respeito a um espaço virtual para armazenamento de arquivos.

Em um levantamento realizado pela Statista, a previsão é que o mercado de serviços públicos de nuvem cresça 17% em 2020, atingindo cerca de 266,4 bilhões de dólares em tamanho e exceda 350 bilhões de dólares até 2022.

Denominado como Computação em Nuvem Distribuída, neste modelo os provedores de nuvem pública distribuem seus serviços para diferentes localidades geográficas, se apresentando como uma nova era da Computação em Nuvem.

Assim, a nuvem é dividida em diversos centro de dados menores, em diferentes locais, ao invés de apenas um único grande centro de dados.

Empresas que demandam acesso quase instantâneo a dados para atender seus clientes podem ser beneficiadas pela Nuvem Distribuída, visto que a tecnologia entrega uma infraestrutura adequada.

Em razão da demanda de coleta e processamento de uma grande quantidade de dados ao mesmo tempo, esse tipo de datacenter também ajuda no suporte de uma maior expansão de IoT e Edge Computing, trazendo vantagens em relação a redução de níveis de latência e de custos de conectividade.

8. Big Data e Analytics

9-tendencias-tecnologicas-para-o-ano-de-2020-big-data-e-analyticsÉ inegável que empresas têm gerado e coletado um grande volume de dados. Isso nos leva ao Big Data, um conjunto de dados, estruturados ou não, gerados em alto volume e velocidade. No entanto, esse grande volume de dados pode usado a fim de resolver problemas de negócios e ser uma solução em vantagem competitiva.

Tomar decisões apenas intuitivamente ou desconsiderando uma base analítica há muito tempo deixou de ser uma opção para qualquer segmento corporativo. Dessa forma, soluções em Analytics atreladas a Big Data fornecem estratégias orientadas à análise desses dados.

No setor de telecomunicações, os dados coletados podem ser analisados a fim de otimizar o atendimento à clientes, definir e avaliar novos produtos, assim como colaborar no monitoramento e aprimoramento de redes.

A tecnologia também oportuniza um entendimento do que o cliente demanda, traz compreensão sobre o funcionamento do mercado, permite aprimoramento de atendimento ao cliente e auxilia em estratégias no setor varejista.

A Netflix, assim como a Procter & Gamble, utiliza as tecnologias como forma de antecipar a demanda de clientes para o desenvolvimento de novos produtos. Sobre o uso de análise de dados pela Netflix, Enrique Dans cita em um artigo da Forbes:


“O sucesso da Netflix prova o seguinte: se recorrermos consistentemente à análise de dados, uma porcentagem maior de nossas decisões será tomada de uma melhor forma, os riscos que corremos serão mais equilibrados e os resultados serão melhores.”


9. Acessibilidade Digital

9-tendencias-tecnologicas-para-o-ano-de-2020-acessibilidade-digitalA Tecnologia Assistiva se compõe de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência.

Na categoria de produtos assistivos incluem-se dispositivos, softwares, equipamentos ou instrumentos especialmente produzidos para manter e desenvolver a independência individual dos usuários.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a estimativa é que até 2030, 2 bilhões de pessoas necessitem do acesso de pelo menos uma tecnologia assistiva. A previsão é que o mercado de tecnologia assistiva cresça globalmente entre 26 a 31 bilhões de dólares até 2024.

O tema passou por avanços no último ano e a previsão é que a Acessibilidade Digital seja abordada e desenvolvida em maior dimensão em 2020, acompanhando o movimento de inclusão que ocorre mundialmente.

A Inteligência Artificial, assim como o Design de Inclusão, são grandes tendências tecnológicas para 2020, e se tornam partes importantes desse processo. O aplicativo Seeing AI da Microsoft utiliza IA para narrar o mundo ao redor de deficientes visuais. Segundo uma pesquisa da Gartner, até 2023, o número de pessoas com deficiência empregadas triplicará, justamente devido ao uso de IA.


Créditos e Referências:

NATHALI, Mariana. 9 Tendências tecnológicas para o ano de 2020. Publicado em 3 de fevereiro de 2020.

Site: https://gobacklog.com/blog/tendencias-tecnologicas-2020/. Pesquisa em 02 de dezembro de 2020.

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